Toda solidariedade à greve dos petroleiros, iniciada dia 01 de Fevereiro




Nos últimos anos os brasileiros estão sentindo cada vez mais o peso do preço dos combustíveis sobre a sua vida. Do gás de cozinha ao diesel, passando pela gasolina e etanol, tudo ficou mais caro.


Tal encarecimento destes produtos tem a ver especialmente com o fato de a Petrobrás ter se aberto para o investimento de acionistas privados. Estes acionistas não querem saber se o petróleo está dentro do próprio país e se contamos com refinarias próprias para dar conta do seu refino.


Os acionistas conseguiram fazer com que o preço do petróleo brasileiro variasse conforme o valor do produto no mercado privado mundial. Fazem com que a Petrobrás produza sem pensar socialmente. O petróleo deixou de ser nosso, enquanto povo brasileiro. Se os europeus e estadunidenses topam pagar mais caro, os acionistas privados da Petrobrás exigem o mesmo esforço financeiro do povo brasileiro.


A greve petroleira em curso no país está intimamente relacionada com o objetivo do governo Bolsonaro em fazer avançar o controle privado sobre a cadeia produtiva do petróleo.


A greve iniciada no dia 1 de Fevereiro está, inicialmente, vinculada com a intenção do governo federal em fechar uma fábrica de fertilizantes no Paraná que pertence à Petrobrás. Se tal fábrica for fechada, serão demitidos cerca de mil trabalhadores. O governo já tem a data para fechamento da fábrica: dia 14 de Fevereiro.


Além desta demissão em massa, o movimento grevista também se dá porque o governo está descumprindo vários pontos do Acordo Coletivo de Trabalho que fechou com os petroleiros. De desrespeito à PLR à alteração unilateral de escalas de trabalho, os petroleiros têm sido afrontados pelo governo.


Manter o preço do petróleo atrelado ao mercado mundial – como querem os acionistas – e permitir que as nossas refinarias sejam privatizadas é e será um duro golpe contra o bolso do povo brasileiro, especialmente de sua parte mais pobre.


Neste sentido, é fundamental que a greve petroleira receba o mais amplo reconhecimento do conjunto da classe trabalhadora, da importância que esta greve tem em defesa não só de empregos e direitos, mas também da própria soberania do Brasil.


Países como a Venezuela e o Irã incomodam países mais fortes por não entregarem de bandeja o petróleo que possuem. O Brasil precisa retomar sua soberania sobre o seu petróleo. Só assim os preços dos combustíveis poderão baixar. Só assim poderemos usar o lucro que o petróleo proporciona para investir no povo brasileiro e não na conta bancária do acionista privado.


  • NÃO À DEMISSÃO EM MASSA DOS PETROLEIROS!

  • NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS E DAS REFINARIAS!

  • REESTATIZAR A PETROBRÁS PARA BAIXAR O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS!


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