Patronal quer cobrar caro por sua derrota em não conseguir demitir em massa



O Sindicato pediu e o Governo do Estado e o Ministério Público do Trabalho se posicionaram com a gente contra as demissões em massa na categoria rodoviária. Mas, desde sábado, a patronal vem apresentando uma proposta muito dura para manter os empregos. Além de escolherem a opção mais rebaixada entre as que a MP 936 oferece, que significa uma redução de 70% na jornada de trabalho da categoria e uma queda de 40% no salário do motorista por 03 meses (a proposta para o cobrador representa uma redução salarial de 3%), a patronal também quer que este acordo fique valendo por mais 03 meses depois de passada a pandemia. Ou seja, quer que a redução salarial fique valendo mesmo após a MP perder a validade ou a vida e a jornada de trabalho voltarem ao normal. Se a primeira parte da proposta é tolerável para os rodoviários - porque para os patrões ela é excelente, nos marcos da atual situação econômica e da reversão das demissões em massa -, a segunda parte da proposta é indefensável. Não tem motivo para a patronal exigir, de antemão, sem saber se a pandemia ainda estará presente e as consequentes medidas de restrição dos governos também estarão valendo ou não, que a redução dos salários permaneça por mais três meses depois dos três previstos na MP. Nesta terça-feira (06), o Sindicato irá apresentar uma contraproposta para as empresas. Até lá, permanece a orientação de que ninguém deve assinar mais nada e nem fazer ou entregar exame demissional.

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