Mais uma morte na conta da dupla função. Quantos mais precisarão morrer para Paulo Câmara agir?



Ônibus sem cobradores ficam cada vez mais letais. É a segunda morte só nesta semana.


Após a triste morte da Supervisora de Marketing Márcia Alves, na segunda-feira (17), recebemos a notícia de que a dupla função motorista-cobrador fez mais uma vítima. Nesta quinta-feira, na Avenida Entre Rios, em Jaboatão dos Guararapes, um homem, ainda não identificado, colocou a cabeça para fora do coletivo, teve o rosto atingido por um poste e faleceu no local. O ônibus da linha TI Jaboatão/Santo Aleixo opera sem a presença do cobrador, deixando o motorista sozinho para monitorar os pontos cegos do veículo.


Dissemos antes e repetimos agora: transportar vidas não é uma tarefa qualquer. A dupla função, além de obrigar o motorista a dividir a atenção com o trânsito para passar o troco, sobrecarrega este profissional com tarefas antes divididas com o cobrador. A presença do cobrador é fundamental para uma viagem mais segura, já que este também dá assistência no embarque e desembarque, auxilia nas manobras, dá informações aos passageiros sobre o trajeto e opera o elevador do cadeirante.


Os motoristas, cada vez mais adoecidos e explorados, não podem ser culpabilizados pelo caos que está tomando conta do transporte público de passageiros. Precisamos nomear os verdadeiros culpados. O único motivo para a implementação da dupla função é a ganância dos empresários do setor. Sedentos para lucrar cada vez mais, retiram dos coletivos um profissional fundamental e deixam em risco a vida dos passageiros. Enquanto isso, o poder público, que é quem dá a concessão para as empresas de ônibus operarem, fecha os olhos para esta realidade. Quantos mais precisarão morrer para que o Governador Paulo Câmara proíba o acúmulo de função do motorista?



Diretoria do Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR



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